terça-feira, março 08, 2005

08 de março.

Eu juro que o próximo email spam que eu receber me parabenizando pelo Dia da Mulher vai ter o nome costurado na boca do sapo.
Lavar meu tanque de roupas ninguém vai né?

Tá, ta, tá. Eu sou mãe, mulher, esposa, profissional, filha, rainha do lar, irmã, criada da costela de Adão, abençoada por Deus, minhas lágrimas tem o poder de curar, sou um anjo enviado a Terra para cuidar dos mortais. Mas... também sou fofoqueira, tenho TPM, acne, inchaço, menstruação, dor de parto, peito rachado, crise depressiva, necessidade de auto afirmação, útero caído, se tenho os cabelos enrolados, quero liso, se fico em casa, quero trabalhar, se trabalho, sofro com isso e ainda adoro discutir a relação.

Então vamos combinar, já estou mais do que parabenizada. Pior do que ser mulher é ter que agüentar uma. Lá em casa, três. Portanto querido, parabéns para você (que sina a tua heim!).

Tá tá tá, o beijinho foi mais que bem vindo.

sexta-feira, março 04, 2005

Inferno astral total.

Será que aos 26 anos todas as nossas escolhas já foram feitas?
Todo o traçado da nossa linha já foi riscado. É essa minha sensação. Ainda há tempo de rebeldia? Podemos curvar a linha?
Tomara que sim, espero que sim.

quinta-feira, março 03, 2005

Mulher macho, sim sinhô.

To passando uma pomada a base de testosterona. Sabe como é essas coisas da idade que vai passando e o "fogo" natural baixando. Para quem não sabe, testosterona é hormônio masculino. Deixa a gente mais forte, mais agil, mais peluda. Talvez com a voz mais grossa.

Por falar em grossa, ralei o carro. Portanto sou a prova viva que dirigir mal é natural do homem.

Vou gastar $, mas tô feliz. Ho ho ho.

O que voce quer ser quando crescer?

Quando me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse, eu nunca respondia de bate pronto. Afinal eram tantas as possibilidades, porque haveria de escolher somente uma? A indecisão é uma característica permanente do meu ser.

Ser escritora. Sempre admirei a força com que aquelas palavras me transformavam. Éramos Seis me fez chorar copiosamente na quarta série e eu nunca mais me esqueci daquele dia e daquela família. Sonhei dias e dias com o Tempo e o Vento. Danado do Érico Veríssimo me fez ficar sem comer e sem dormir apenas sonhando com Ana Terra, com o Capitão Rodrigo. Nunca mais fui a mesma depois dos livros. Eu queria saber transformar a vida de alguém assim.

Ser jornalista. Jornalista é culto, inteligente, viajado. Tantas terras a percorrer enviando noticias sobre descobertas, avanços, povos, guerras, política, cultura. Tanta coisa, meu Deus, tanta coisa a fazer, tanto a escrever. Durante um período, meus dias eram voltados para as noticias. Guerra Fria, Rússia, ONGs, Camada de ozônio, Eleições, Plano Collor. Aquela diversidade encantou minha ignorância. Como eu não podia saber nada disso? Que mundo novo era aquele? Mudei. De novo. Eu queria saber transformar a vida de alguém assim.

Ser professora. Ensinar, compartilhar, mudar. Existe outra profissão que transforme mais a vida das pessoas do que essa? Durante toda a minha vida tive 03 ou 04 que me transformaram em um ser humano. Que me ensinaram ler, somar, mas também a conversar, questionar, discutir e aceitar. Exemplos de vida que em todo o resto dos meus dias estarão presentes. Acho que elas nem sabem disso, mas elas me transformaram no que eu sou hoje. Eu queria saber transformar a vida de alguém assim.

O que eu sou hoje? Uma mera funcionaria de escritório. Mudo planilhas. Mas pago as contas de casa, tá, isso serve de consolo. Até que nesse cotidiano rodriguiano, algo aconteceu e me mudou de novo. Mas dessa vez eu não esperava e nem suspeitava. Mas descobri que posso sim e devo mudar a vida das pessoas, pelo menos de duas pessoinhas. Não sou escritora, nem jornalista, nem professora, sou um pouco de todas. Sou mãe.

terça-feira, março 01, 2005

Hip! Hip! Hurra!

O dia do aniversário para mim é significativo. É o dia em que cheguei nessa Terra com todas as minhas expectativas, sonhos, desejos, promessas e medos. A cada ano que passa, há de haver os motivos para rir e para chorar. Há de haver o crescimento, o amadurecimento, mesmo que dolorido, sufocado, arrancado. Mas também há as vitórias, as conquistas, as batalhas vencidas. Cada ano que passa, uma marca surge em meu corpo, o tombo, o sol, a cesárea. Marcas da vida que vivi.

A cada ano comemoro um ano a mais e um ano a menos. Pois a vida é uma contagem regressiva. Quanto mais viveremos?

O aniversario é meu reveillon. Quando faço meus votos, quando faço minhas listas. Afinal é a minha data e não de todo mundo. Acho que deveria pular ondas nesse dia; uma onda para cada ano vivido ou até quantas as pernas cansadas agüentarem. Por isso me dou o direito de comemorar, de comer bolo, de cantar, de receber beijos e abraços. Esse direito não é só meu mas de todo aniversariante E isso faço valer para aqueles que eu conheço.

Para uns mais um ano de sobrevivência, para outros mais um ano de vida.

P.S.1: Não, hoje não é meu aniversario.

P.S.2: Mas tá chegando!

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

À minhas pequenas.

Para quem não sabe, eu sou mãe. Mãe de duas criaturas mais amadas, duas lindas meninas. Elas chegaram assim, meio que de repente e me fizeram mãe.E sem saber ao certo o caminho, estou me transformando mãe, cada dia, cada mês.Porque há sempre um novo caminho a ser descoberto. Ser mãe não é fácil. E nessas desventuras me pergunto se estou fazendo a minha lição direito, se o traçado é o melhor caminho.

Sei que depende de mim torna-las seres justos, decentes, honestos, bem humorados, pacientes, inteligentes. Mas como conseguir isso se eu mesma sou um individuo repleto de duvidas, incertezas, incapacidades. Medo de não saber ensiná-las como se portar a mesa, como descobrir as primeiras palavras, como lidar com a divisão de brinquedos, de tempo, da família, como se empolgar na escola, como descobrir a leitura, a verdadeira musica, o carinho, a paixão, a razão.

Um medo avassalador tomou conta de mim nesses dias. Elas estão crescendo, já não são mais os meus bebês, já não preciso mais amamentar, trocar fraldas, dar banho e acalentar. As tarefas são outras, as descobertas são outras. E com isso temo não saber mostra-las como saborear viver nesse mundão de Deus. Por que eu não queria apenas ensina-las a viver, mas sim a desfrutar da vida, como eu jamais desfrutei...

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Sem passado...

Hoje descobri que não tenho memória...

Conversando pela manhã com um amigo de infância recém descoberto através do Orkut, dei-me conta que boa parte da minha infância está apagada da minha história. Sabe aquela conversa típica: lembra-se do? e da? e daquela dia? e aquilo que nós fizemos? Euuuuu??? Tem certeza? Calúnia! Injúria! Não lembro disso, não era eu!

Mas sim, era, agora definitivamente comprovado com fotos e evidências.

Estranho isso. Será que passei por algum trauma que me fez bloquear todo esse período. Ou ano comendo pouco peixe mesmo? E isso porque não se passou mais do que uma década.

Fiquei imaginando como será na próxima idade. Será que não me lembrarei das minhas aventuras e temperanças para contar aos meus netos. Será que todo o meu trabalho foi em vão?

Começar de novo...

Para quem não sabia nem o que era um blog, eu ando me empolgando demais. Mas essa idéia de poder se expressar livremente e ainda poder compartilhar as palavras e os pensamentos com alguns amigos me encanta demais. Eu adoro ouvir a opiniao dos outros, levar broncas e claro, elogios, quando sinceros. E esse espaço tem proporcionado tudo isso e mais um pouco.

Como todo baú esse foi feito para ser aberto e fuçado. Aqui poderá achar de tudo um pouco, brinquedos velhos, fantasias, lembranças, fotos... isto é, um pouco de mim.